No intimous !!! |
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Segunda-feira, Agosto 25, 2008
EldoladoMais uma vez as olimpíadas foram um fracasso. A impressão é que todo ouro que ganhamos foi por pura sorte. Po, em varios esporte eramos os favoritos e... ...nada! Imaginem os EUA mandando o Phelps pra China imaginando que ele voltaria com as mãos (no caso o pescoço) vazias? Impossivel. Pelo menos as proximas olimpíadas serão na boa e velha Londra. Ai usamos de pretexto os jogos olimpicos pra ir curtir a cidade mais divertida do planeta, pagar de zebra absoluta nas baladinhas e ainda visitar os amigos. Enquanto isso o Blasil continua ploculando o Eldolado, ne? A viva as paraolimpíadas! ![]() Sexta-feira, Agosto 15, 2008
Pós-préHa mais de 7.000m abaixo do nível do mar, sendo 2.000 deles só de agua salgada, a camada chamada de Pré-sal é onde encontraram o estilingue econômico que levará o Brasil ao seleto rol dos paises desenvolvidos. A expectativa é de aproximadamente 8 bilhões de barris de petróleo localizados na Bacia de Santos. Uma reunião de ministros esta decidindo qual será o fim de toda a grana gerada por essa descoberta e a principio sinalizam com a nobre intenção de investir a maior parte desses recursos na educação. A numeros de hoje, isso significa mais de R$ 900.000.000.000,00 (900 bilhas!). Incrivel, mesmo que absurdo e exagerado, se for verdade. O medo é repetirmos os erros coloniais que carregamos em nossos cromossomos e trocarmos mais uma vez nossas reservas naturais por pares de esquis, cashmire e perfumes. ![]() Quarta-feira, Junho 25, 2008
Contos - A duvida de Vivian (parte 2)O casamento era esperado por todos ha muito tempo. Os noivos, um casal muito querido e a união de suas abastadas famílias só poderia ser comemorada com toda a pompa que a high society paulistana esta habituada. A maioria dos convidados já havia chegado, muitos estavam sentados em suas mesas, os garçons serviam a terceira ou quarta rodada de champagne e Vivian estava numa rodinha das meninas do colégio discutindo enfadonhas amenidades como o decote de fulana e o botox da ciclana. Uma brecha entre a movimentação natural de convidados e por trás de um garçom, uma cena bloqueou o ar dos pulmões de Vivian e fez seu sangue congelar: numa virada de cabelo e com um sorriso que instantaneamente se transformou em olhar de águia, Denise se desvencilhava do mais que afável cumprimento do pai da noiva. Era um tomara-que-caia Kenzo preto, longo, justo o suficiente para demarcar precisamente os contornos de Denise, porem longe de ser vulgar. Talvez o “freeze” de Vivian tenha colaborado para que todos de sua roda se voltassem para a cena, talvez tenha sido simplesmente o magnetismo natural de Denise. Sorrindo e cumprimentando com um aceno de cabeça os conhecidos do caminho, Denise vinha direto para a roda de Vivian. Todas as meninas cumprimentam efusivamente Denise, elogiam seu vestido, seu cabelo, enquanto ela alcança um Blue Label de uma bandeja dando atenção às amigas. Vivian não conseguia mexer um músculo e tentava disfarçar sua paralisia, assim como a gota de suor que incomodamente escorria pelo seu decote. - E ai Vivi como você esta? Quanto tempo né? - Pois é, acho que não nos vemos desde a despedida da Paulinha... ...e ai, ainda trabalhando com arquitetura? - Ainda. O tema é apaixonante e se você tivesse respondido meus e-mails a gente poderia ter falado mais sobre isso... Antes que Vivian pudesse se desculpar, um amigo em comum puxa Denise pelo braço e lhe da um ruidoso beijo na bochecha. Denise era muito amiga dos meninos, apesar de toda sua feminilidade, era do tipo que não dispensava uma Seleta com cerveja com os moleques. Discutia sobre futebol, sexo e moda com a mesma desenvoltura usando o mesmo linguajar dos caras, sem perder a classe nem deixar de atrair os desavisados gaviões das outras mesas. Alias, isso era motivo de muitas risadas nas mesas de bar, onde seu esporte favorito era lançar olhares e xavecos por pura diversão. A festa continuava normalmente e o álcool já começava a agir nos convidados mais afoitos. Vivian tentava se concentrar nas conversas com as amigas, mas desde que Denise entrara no salão era a única coisa que passava por sua cabeça. Não era desejo propriamente dito, mas alguma força estranha que não deixava que ela desgrudasse seu olhar de Denise. O radar de Denise era altamente afiado e obviamente captou a tensão de Vivian. Isso foi o suficiente para que ela passasse o resto da festa golpeando a outra com seu olhar mais sacana de onde estivesse no salão. O pior de tudo é que fazia isso sem nenhuma intenção, só pra provocar a amiga ou numa não muito esforçada tentativa de libertar Vivian de seus mais íntimos desejos. Estranhamente Denise e Joana, sua companheira nas baladas mais hardcore, não sentaram para o jantar e alem disso iam de cinco em cinco minutos ao banheiro. Vivian, já meio alta e lutando contra um estranho sentimento de ciúmes dessa situação, virou em um só gole sua taça de champagne e seguiu Denise até o banheiro aproveitando que dessa vez Joana estava entretida com seu namorado na pista de dança. Ao abrir a porta do banheiro, pode ver ainda a barra do vestido preto de Denise entrando em um dos cubículos. Vivian tremia, mas aquilo tudo era mais forte que ela. -De, você está ai? -Quem é? Vivian? -O que você esta fazendo, posso entrar? Sem exitar, Denise abre a porta segurando com cuidado a minúscula bolsa Miu-Miu próxima ao corpo como se fosse uma pequena bandeja, com duas pequenas e paralelas linhas de pó branco simetricamente esticadas sobre ela. Denise, ainda trêmula mas com o cérebro a mil, olha com espanto para a cena e resolve entrar na dança. -Er.. ...então, imaginei mesmo que você estava nessa função, e... -Entra logo. Denise puxa Vivian pelo braço e passa a tranca na porta. Pô Vivi, to dando essa pala, é? -Então, não... ...quer dizer, médio... ...ah, eu to ligada né, De?! Esse casamento ta meio estranho, ai pensei... -Shhh, silencio, tem gente na cabine do lado. Se você ta afim, vai fundo, mas depois não vem colocar a culpa em mim. Denise entrega um canudinho feito com uma nota de 10 libras que sobraram de sua ultima viagem a Londres e Vivian, imitando um ato que até hoje só tinha visto no cinema, aspira sua linha de cocaína como uma profissional. -Quem diria, hein? A santa Vivi... Vivian esfrega o nariz, já tonta pelo efeito do pó, devolve o canudo improvisado e deixa o corpo pender para trás ate encostar na parede da cabine. Denise põe sua mão embaixo da mão de Vivian para segurar a bolsa, joga o cabelo pro lado para abrir caminho e como se estivesse simplesmente retocando a maquiagem, faz sua vez. Quando levanta a cabeça, Vivian continuava encostada na parede do banheiro, seu rosto levemente voltado para o teto, um leve sorriso nos lábios e os olhos semi-serrados fixos em Denise. As duas amigas, que nem tão amigas eram assim, nesse segundo pareciam se conhecer há séculos e com se tivesse acabado de levar um super susto, caem num ataque de riso. Denise tapa a boca de Vivian pra evitar que o barulho das duas atraísse a atenção de qualquer outra pessoa que estivesse no banheiro e Vivian, comprimindo os lábios, retira a mão de Denise com se estivesse prometendo não fazer mais barulho. O clima rapidamente se transformou naquele metro quadrado como se toda a festa de repente se resumisse ao cubículo. A porta do banheiro se abre e como se tudo tivesse sido milimetricamente planejado, os violinos de Bittersweet symphony invadem o ar. Vivian desencosta da parede e com o dedo indicador retira um fio de cabelo da boca de Denise. Automaticamente o joelho de Denise aparece pela fenda do vestido e sem querer encosta na perna de Vivian. (to be continued...) Sexta-feira, Junho 06, 2008
NewpaperIt may seems awkward, but I really like my new boss... ..he is an old smily sales director. The only problem is that he smells like newspaper! hauhuahuah ![]() Sábado, Março 01, 2008
Give me some space, please!Simples, extenda um dos braços a sua frente deixando-o paralelo ao solo. É la, na ponta do dedo do meio a distancia máxima que qualquer outra pessoa, fora as que tem carta branca para quebrar tal regra, deveriam chegar perto de você. Não é uma regra muito complexa, apesa de ser absolutamente democratica pois se aplica independente de cor, raça, credo, posição social, preferencia sexual, etc... Deveria ser cumprida instintivamente sem muito esforço, porem num planeta com 6 bilhões de humanos, a conquista desse espaço individual parece cada vez mais distante. Minha tolerancia para quem descumpre essa norma é bem pequena. Tudo bem, pegue o metro as 6:00 da tarde e você passara a lutar pelo ar para respirar, por uma pura questão de obvia prioridade.Mas salvo esses momentos, poxa vida, ninguem é obrigado ne? Em minha visao "polianica" da vida, a sociedade esta evoluindo, no entanto me parece que em certos casos temos abstraido de questões simples como o direito espacial de cada individuo. Não, esse não é um problema que ocorre nas classes menos afortunadas e que não tiveram acesso a educação e cultura. Ao contrario. Semana passada, a administração do Parque do Ibirapuera teve que lançar um pacote de diretrizes para os esportistas que frequentam o local. Basta ir ao parque entre 6:00 e 8:00 da manha para encontrar hordas de atletas divididos em enormes grupos, todos com uniformes de caras academias de ginastica e tenis de marca correndo pelo circuito principal. Nas diretrizes da administração, uma das regras é a proibição de que as pessoas se exercitem em "manadas" de forma a permitir que atletas "individuais", como eu, tambem tenham direito ao uso do espaço. Fica proibido tambem a formação de grupos de atletas em linha com mais de 5 pessoas, por motivos muito obvios. Apoiadíssima a iniciativa da administração, que pretende fazer com que essas diretrizes sejam cumpridas contando com "agentes de apoio",que alem de orientar o publico, podem chamar a guarda metropolitana instalada no parque para garantir o cumprimento da norma. O que me espanta é ver que são necessarias diretrizes para nortear atitudes que deveriam ser intrínsecas as pessoas. Vamos ver se funciona. ![]() Domingo, Novembro 25, 2007
Contos - A duvida de Vivian (parte 1)Como toda libriana, Vivian sempre foi fadada a duvida. Nasceu em uma família de posses, estudou em colégios bons, era suficientemente inteligente e ainda possuía os mesmos dons que permitiram seus pais lhe criar com tanto conforto. Sentia que teria uma vida próspera e feliz. Era uma menina linda: cabelos castanhos levemente ondulados, olhos uns três tons mais claros, traços perfeitos, mais alta que a maioria de suas amigas, Vivian era alem de tudo uma grande esportista. O triathlon esculpiu seu corpo, que apesar de ser extremamente atraente, ela não usava com esse propósito, não chamando atenção se não aos olhos mais perspicazes. Seu rosto amistoso transmitia simplicidade e até uma certa ingenuidade, mas uma faísca em seu olhar demonstrava que seu cérebro estava sempre trabalhando a mil por hora, como se ela estivesse sempre numa constante luta interna. Quando se tornou adolescente Vivian fazia sucesso entre os garotos do colégio. Pertencia a uma turma de meninas razoavelmente descoladas e que adoravam a balada. Apesar disso, nunca fez questão de se sobressair na turma; sua natureza estava mais pra tímida e introspectiva. Enquanto suas amigas saiam e ficavam com vários meninos, Vivian preferia ficar olhando e trocando idéia encostada no balcão do bar. Nesses momentos, usava de sua imagem de desligada e distraída pra se esquivar das investidas dos carinhas, mesmo os mais gatos. Claro que vira e mexe ela também dava seus pulinhos, mas sempre sem muito alarde e muito aquém de sua capacidade de sedução. Com o tempo, essa questão começou a se tornar motivo de chacota entre suas amigas, mas ela sempre soube encarar isso com leveza e nada mais que outra das muitas pentelhações da galera. Vivian terminou o colégio e entrou na faculdade. Resolveu seguir a carreira de seus pais (e avós), preservou as amizades do colégio e continuou se dedicando firmemente ao esporte. Corria, nadava, fazia windsurfe e ficava cada dia mais bonita. Porem, sua "bichodomatisse" não diminuíra. Nas festas continuava não percebendo os olhares dos homens que a desejavam e tocava sua vida se colocando acima dessas questões carnais. Um dia, para sua grande surpresa, chegou ao seu ouvido que uma das meninas de sua turma do colégio, uma daquelas que mais curtia sair na balada, que ficava com os caras mais bonitos e muitas vezes já havia perdido horas pentelhando ela para ficar com fulano ou sicrano, saiu do armário. Não só assumiu sua homossexualidade como se impôs, sem perder seu lugar na galera muito menos o carinho e o respeito de todos. Aquilo foi um baque pra Vivian. Muitas vezes sua falta de interesse nos garotos levou-a a questionar sua sexualidade, porem também não se sentia atraída por garotas. Sinceramente, ela e Denise nem eram tããão próximas assim e salvo o fato de pertencerem à mesma turma a única coisa que as ligava, alem de uma natural empatia, era o fato de Vivian ter tido um namorico rapido com o irmão de Denise. Aquele fato se tornou um martírio para Vivian. Poxa, bem a Denise! Ela sempre admirara o poder de sedução de Denise, sempre a viu brincar com os caras a seus pés. Ela que era super popular, que tinha aquela personalidade fortíssima, aquele magnetismo todo... Qual seria a reação da galera? Nossa, iam crucifica-la, coitada! Porem, após o afã que uma noticia dessas causa, o maior espanto para Vivian foi ver Denise circulando com todo seu magnetismo e sem descer do salto entre as meninas. Continuava sendo respeitada, amada e agora, tirava sarro de sua própria diferença mostrando que não era por causa disso que deixara de ser um pessoa interessantíssima, ao contrario, atraía mais ainda as atenções, tanto pela firmeza em defender sua posição, como pela coragem de se assumir. Aquela questão queimou no íntimo de Vivian durante algum tempo, porem a correria do dia-a-dia e centenas de coisas mais urgentes logo a fizeram esquecer desse fato que só era lembrado durante os happy hour com as amigas. No final do primeiro semestre do ano seguinte, uma das meninas da turma se casou. Fez uma super festa e obviamente convidou todo mundo. Foi nessa noite que pela primeira vez Vivian encontraria Denise após o outting. (to be continued...) Domingo, Novembro 11, 2007
BinlocoAnos de analise, fortunas com terapeutas, muitos "meu-deus-o-que-eu-fiz-de-errado-pra-merecer-isso" depois e na verdade toda a culpa era daquele brinquedinho que a titia deu no natal de 2006. Isso é o que muitos pais podem pensar ao descobrir que o comportamento estranho de seus rebentos é devido ao gama-hidroxibutírico ou GHB, um dos componentes da tinta do "Kit de atividades - BINDEEZ", brinquedo da Moose Enterprise e distribuido no Brasil pela Long Jump. (Para os que não estão familiarizados com essa substancia, saiba mais clicando aqui). O engraçado é que desde quinta-feira, quando a noticia do recall foi anunciada na imprensa, o numero de vendas do Bindeez explodiu, porem o publico consumidor era formado por jovens descolados de classe media. A Long Jump e o Inmetro ja estão retirando os produtos das lojas e prevendo multas para os estabelecimentos que insistirem na venda dos brinquedos, mas não estranhe se você cruzar com alguns caras brincando com jogos educativos coloridos no meio da proxima balada! Sábado, Outubro 27, 2007
Minha ItapoãShagrilá é uma terra onde todos os desejos se tornam reais e tudo é perfeito. Um reino de paz, justiça e igualdade. O Vilarejo de Marisa é mais romântico e os valores que permeiam os tijolos das casas-de-portas-sempre-abertas e cimenta os paralelepípedos ladeados por flores é o amor e a paz. Incríveis, mas o que busco mesmo é a minha Itapoã. E ela existe, é bem real. Uma casinha encravada na mata atlântica em pleno litoral norte do Estado de São Paulo, onde o sol só bate quando consegue atravessar a densa copa das grandes arvores nativas que rodeiam o terreno. Passarinhos, grilos, pernilongos, o cheiro quase constante de terra úmida, o frescor da floresta e o verde reinante. Tudo isso a 200 metros do mar. Apesar de quase, não é perfeita não e se fosse estragaria. O incrível mesmo é que é real, palpável, factível. O tempo la passa na exata velocidade que passa em todos os outros lugares do planeta, mas parece muito mais bem aproveitado e generoso. Lá acorda-se ao som da mata e com cheiro do café fresco. Em 2 minutos e meio, a praia. Nada melhor que correr na areia, surfar com a praia deserta sem nenhuma pretensão se não tomar muitos caldos, ralar a barriga na parafina, sentir o braço dolorido de tanto remar, e quem sabe, conseguir novamente ficar de pé num golpe de sorte. Só pra poder se gabar depois entre as caipirinhas que serão sorvidas ininterruptamente até a fome, o sal grudando na pele ou qualquer outro motivo fizer voltar pra casinha. E a volta também é uma delicia, a pele esticada de sol, a barriga roncando de fome a zonzeira da vodka puxando o canto da boca pra cima e soltando a língua. Depois de comer (muito), se jogar na rede ouvindo o Caetano imitar o Djavan, o Devendra imitar o Caetano e todas as bandinhas novas de rock ou o samba de raiz que levamos só pra mostrar as coisas que temos ouvido ultimamente. Ah, acordar la pelas 20:00 e voltar a bebericar, falar mais besteira, jogar Master ate a hora de comer de novo, dar um role nas ruas desertas e voltar exausto pra dormir mais ate o dia seguinte. Ai então o programa pode ser bem diferente, explorar as cachoeiras de Maresias ou subir até o sertão de Barra do Una pra nadar no rio dos índios. E a saudade vai crescendo, pois meu amor não pode ir antes comigo, mas jajá vem a melhor parte de todas, a gente vai estar juntos pra fazer tudo isso e muito mais grudados. Delicia né? Quando voltar pra SP, com as pilhas mais que carregadas, tudo vai continuar rodando como antes, com as mil coisas pra fazer por dia, trabalho, transito, barulho e tal... Mas tudo bem, a vida é assim mesmo, Shangrilá não existe, mas Juquehy é aqui do lado e se a gente souber aproveitar, pode ser infinitamente melhor, possível e constante. Essa minha Itapoã e é pra la que quero ir. ![]() IrritânciaAi meu deus, porque as vezes fico nesse grau de irritação? Juro, qualquer particula atomica que esteja fora do lugar ja é o suficiente pra eu mandar todo mundo pra @#$%! E quando vou ver, ja fui grosso com quem quer que seja e isso me irrita mais ainda... É um circulo vicioso insuportavel. Parece que quando fico nesse estado, o resto do universo começa a me testar e tudo ao meu redor parece contribuir pra coisa piorar. E não é uma percepção miope proveniente da minha propria irritância não, por exemplo, quando finalmente consegui resolver vir pra casa dormir, começa esse sambão no vizinho! É de mais, ne? Só espero que as pessoas que amo suportem essas crises, porque as vezes acho que nem eu mesmo vou suportar. Aff! PS: Jor, já que não consigo comentar no seu blog, fica aqui um internal disclaimer: amo suas manias todas, por mais "bestas" que ela pareçam! Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Proporcionalidade pra que, ne?O Estado de Alagoas tem uma população de aproximadamente 2.900.000 habitantes (apenas 1,53% da população brasileira) e dimensões quase insignificantes diante das proporções nacionais correspondendo a 0,33% de nosso territorio. Alem disso possui a maior taxa de analfabetismo entre todos os Estados brasileiros, chegando a espantosos 33,4%. Em Alagoas 35% dos homens acima de 15 anos de idade e 31,9% das mulheres são analfabetas. O TSE estima, (e pelos dados apresentados aqui já se pode ver que essa informação é um tanto incoerente) que 65% da população alagoana possui titulo eleitoral ou em números absolutos 1.859.850 eleitores. Outro dado interessante é a gigante participação do Estado na formação do PIB do país: 0,7%. O ponto é: como nós, os outros 98,47% da população do país permitimos que uma das principais instituições democráticas que comanda nosso destino, seja regida por um bandido, corrupto, mau caráter, eleito por uma parcela pífia de nossa população e que em sua grande maioria é formada por ignorantes miseráveis? O Senador Renan não é presidente do Senado por vontade do povo brasileiro e sim por que é safado o suficiente pra se aproveitar da falta de coerência de nosso sistema eleitoral e da ignorância de poucos miseráveis de seu minúsculo Estado. Agora, apesar das circunstancias, esses eleitores não são responsáveis por isso? Onde estão diante da obscenidade que se tornou o Senado Federal? Acho que está na hora de rever esses conceitos antes da próxima eleição e pensar direito se o seu candidato pode fazer algo em relação a isso. Ou então vamos continuar sendo governados por “coronés” inescrupulosos da periferia do país. Se bem que se você é um eleitor paulista, essa seria uma batalha hercúlea, pois seu voto somado ao de outros 2000 eleitores de seu estado equivale ao voto de cada um dos eleitores alagoanos. E ai dos hipócritas, dos falsos moralistas e daqueles que ousarem levantar o dedo pra me chamar de preconceituoso, fascista, separatista, antinacionalista ou qualquer outra asneira pra não enxergar a verdade nua e crua que exponho aqui.
Senador Renan Calheiros - presidente do Senado, eleito democraticamente pelo grande povo alagoano. Sábado, Setembro 22, 2007
Querer, eu quero...Tudo começou como uma brincadeira nos idos da década de 90. Por mas que sempre fosse do contra, não acabei caindo nessa pra "pertencer ao grupo" nem como válvula de escape da minha (pequena) insegurança de adolescente. Na verdade foi por mera tiração de sarro mesmo que acendi o primeiro cigarro. Tinha sim um super complexo de um outro vicio: roia as unhas. Nossa, isso me deixava mal; complexado, escondendo as mãos de tudo e todos sempre... Ai resolvi começar a fumar pra parar de roer unhas. Obvio que era brincadeira, mas não deu certo. Primeiro que não parei de roer unhas e segundo que me viciei no cigarro. Como em casa fumar era praticamente uma petição para ser deserdado, nunca fumei naquele ambiente. Como trabalhava na empresa da família, também não fumava no trampo. Esse era um vicio reservado para os momentos sociais, um mero prazer. Dessa forma minha relação com o tabaco era extremamente amigável, tanto que me dava ao luxo de só fumar no final de semana. Confesso que durante o exército, o cigarro foi um companheiro super leal. Quer coisa mais chata que ficar sem nada pra fazer o dia inteiro ouvindo um monte de ignorante dando ordem? Fumar era permitido e um símbolo libertário contra o regime careta da caserna. O problema foi crescer, sair de casa e mudar de emprego. Os limites impostos não existiam mais e cabia apenas a meu bom senso e educação dosar o quanto de nicotina e outras 2000 substancias tóxicas colocaria no meu organismo gratuitamente pelas vias pulmonares. Verdade, nunca fumei muito nem me considerava mega viciado, mas hoje em dia sinto que aquela brincadeira no cursinho teve conseqüências bem drásticas na minha vida. Hoje completo uma semana sem fumar nessa nova tentativa de largar o vicio. Tenho sido bravo e corajoso, pois até nos bares com amigos e copos de cerveja já fui e não cedi a tentação do bastonete cancerígeno, mas que não é mole isso não é mesmo. Tenho tentado não alardear minha luta por dois simples motivos: não quero ninguém alem de mim me vigiando, nem sentir os dedos em riste caso fraqueje momentaneamente. Será que as pessoas não percebem que por melhor que seja a intenção, qualquer coisa que elas disserem sobre esse tema não vai ser legal? "Parabéns", ouvi de um colega não fumante de trabalho.Parabéns por que? Porque agora estou enlouquecido e sofrendo pra tentar ser alguém como você? Vai se fud@#, que escroto esfregar as deficiências das pessoas na cara delas. "Ai, que bom, essa porra mata e faz muito mal..." ouvi de outra. Como assim essa vaca ousa falar mal de um prazer tão incrível e diminuir essa heróica luta a um simples julgamento de valores tão puramente racional como distinguir o certo do errado! Sem contar os desmotivadores: "é foda, muito difícil parar mesmo..."; as ridículas chantagens castradoras e autoritárias: "se você fumar vou ficar p da vida com vc e te dar uma bronca!" e os piores de todos, aquele amigo que do nada te pergunta como ta sendo sua luta contra o cigarro no único segundo do dia em que você não tava pensando nisso. Gente, e o que é esse chiclete de nicotina? O sabor até que vai, mas essa parada te deixa bem louco. A pupila dilata, o coração dispara, da uma mega tontura e ainda tem umas substancias quimicas que tentam simular o ato de fumar deixando uma sensação de "fumaça" na garganta. Um horror. Enfim, estou saindo em 5 minutos pra correr meus 9 kms pela primeira vez em um ano estando ha 5 dias sem fumar e essa sim vai ser uma experiência incrível. Quando a gente começa a fumar, em grande parte é pra experimentar coisas novas. Pois bem, parar não é nada fácil, mas experimentar novamente os antigos cheiros, sabores e a liberdade de não ter que levar cigarro + isqueiro + chiclete pra onde for e poder entrar e sair sentar e comer onde quiser é incrível também. Usarei esse blog como mais uma ferramenta nessa minha nova luta pra descontar aqui a cômica irritação e histeria que a síndrome de abstinência tem me causado. Pode ser engraçadíssimo, mas se não for, perdoe caro leitor. Só espero não trocar novamente um vicio por outro! PS: só pra constar, as unhas eu parei de roer ha anos... Sexta-feira, Maio 25, 2007
"O cara da lata de feijão"O assunto veio a tona algumas vezes durante essa semana e qual não foi meu espanto ao perceber que sempre tinha alguem no grupo que não sabia quem era Andy Warhol. O pior é que tais rodas eram sempre compostas de gente instruida, viajada... Pra evitar constrangimento, usei algumas referencias classicas, como a Marilyn multicolorida, o Velvet Underground, até do Basquiat cheguei a falar, mas nao teve jeito, só lembraram mesmo quando falei da famosa embalagem de sopa Campbell. "Ah sei, o cara-da-lata-da-sopa-de-feijão?" Sim mongol, mas era de tomate! Tudo bem, todo mundo tem direito aos seus 15 minutos de fama, só achei meio triste ser lembrado como "o-cara-da-lata-da-sopa-de-feijão". ![]() Sábado, Maio 12, 2007
AiatolulaTinha prometido que não ia escrever nada sobre a vinda do Papa Bento XVI ao Brasil, afinal já chega todo o espaço que Vossa Santidade ocupou na mídia nacional e os transtornos que causou a nossa cidade. Porem, não posso deixar de registrar minha revolta ao saber que em pleno século XXI, ainda somos obrigados a submeter nossas leis a Santa Sé. Pior, como bem observou um grande amigo em seu blog, é aceitar que nosso Presidente da Republica que em tempos de sindicalista, participou de um movimento social perseguidíssimo pelas forças do Vaticano por ter "cunho socialista", perca essa rara oportunidade e evite tocar em assuntos tão fundamentais da nossa sociedade. Somos o maior país católico do mundo, e apesar da maioria de católicos no Brasil, não acho justo que milhões de pessoas sejam obrigadas a sofrer e em muitos casos até morrer por que o Estado deixa determinados temas serem norteados por valores religiosos. Uma coisa é o Estado legislar sobre temas referentes à saúde publica, outra é simplesmente deixar milhares de pessoas morrerem porque diplomaticamente é melhor se abster da discussão. Se uma mulher católica acha o aborto um absurdo, que não aborte. O que não dá é obrigar mulheres não católicas ou até católicas "não-praticantes" a colocar suas vidas nas mãos de açougueiros e ainda se tornarem criminosas por essa total imbecilidade de nossos governantes. Estamos falando de um conceito maior aqui. Não podemos deixar que atitudes impopulares ou não-eleitoreiras coloquem em cheque a laicidade de nossa sociedade. Não questiono a opinião da igreja sobre esses temas; entendo que aborto, eutanásia, sejam assuntos dogmáticos e que estão acima da autoridade de qualquer Papa por serem intimamente ligados a um dos 10 mandamentos. O fato é que a imposição de tais valores a nossa sociedade nos leva de volta ao século retrasado. Só faltam agora as barbas palacianas serem complementadas por túnicas e turbantes. Sexta-feira, Março 09, 2007
Despejos, transito e enxofre"El diablo está en casa. En este lugar huele a azufre." A celebre frase de Hugo Chaves no parlamento da ONU nunca fez tanto sentido como nessa visita de Bush a São Paulo. Assim como a cauda do cramunhão o precede, dois dias antes da chegada de Bush, a operação de guerra que envolve a segurança do presidente americano já causou diversos transtornos para a cidade. Barracos próximos ao Hilton Morumbi onde Bush se hospeda, foram "retirados". Famílias sem qualquer condição financeira foram simplesmente despejadas só para não causar má impressão aos olhos do presidente americano. A avenida 23 de maio, um dos corredores neurais do caótico transito paulistano, foi fechada e militares armados com Fals montavam guarda em seus acessos. Que ridículo, com uma limosine capaz de suportar um ataque de missel, o que os pobres favelados da avenida Roberto Marinho poderiam fazer contra o presidente norte-americano? Tenho certeza que se não fosse o diabo, uma fila de desdentados se estenderia pela avenida para aplaudir o espetáculo de uma celebridade mundial passando em frente dos barracos. E a quem o serviço secreto americano pensa que engana quando pede o auxilio dos tão despreparados soldados do exercito brasileiro para reforçar a segurança? Este que vos fala, já serviu a força terrestre brasileira e conhece os meandros da caserna, por isso posso garantir que nossos soldados não passam de mal preparados adolescentes semi-analfabetos emputecidos por estarem engrossando obrigatoriamente as fileiras do exercito. Laura Bush porem, fará uma visita relâmpago a uma entidade que ajuda crianças carentes. Tal entidade foi expressamente proibida pela segurança da Casa Branca a oferecer se quer um copo d´água a primeira dama. Não sei se é para não correr o risco de ser envenenada ou para não se intoxicar com qualquer substancia proveniente do terceiro mundo. Enquanto a primeira esposa exibe seu sorriso falso para crianças carentes dentro de um impecável tailler a prova-de-balas , seu marido discursa em Guarulhos sobre como irá se apoderar em breve e a preço de banana da sofrida tecnologia de biocombustiveis brasileiros, pois somos mais mansos, mais próximos, mais pobre, mais burros e mais baratos que nossos amigos árabes. Na agenda oficial, o proximo compromisso é mais uma visita a outra entidade carente, dessa vez o casal irá junto, para rapidamente levantar vôo, com todo seu séqüito mortal rumo a outro paiseco latino-amricano-catolico que eles possam explorar. A nós, resta o caos. Transito, mais meia dúzia de famílias desabrigadas, e um insuportável cheiro de enxofre.
Quinta-feira, Março 08, 2007
MahatmaJuro, ter que enfrentar nesse calor sub-saariano uma japa-virgem-psicotica-na-menopausa, uma headhunter-dragqueen-afrobrasileira-cheirada, a subida da Alameda Campinas num carro mil as 18:00 da tarde e não matar ninguem, só sendo um ser muito elevado mesmo, ne? Acho que estou orgulhoso de mim. ![]() |