No intimous !!!

"I never did mind about the little things..."

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Quarta-feira, Junho 25, 2008
 

Contos - A duvida de Vivian (parte 2)



O casamento era esperado por todos ha muito tempo. Os noivos, um casal muito querido e a união de suas abastadas famílias só poderia ser comemorada com toda a pompa que a high society paulistana esta habituada.
A maioria dos convidados já havia chegado, muitos estavam sentados em suas mesas, os garçons serviam a terceira ou quarta rodada de champagne e Vivian estava numa rodinha das meninas do colégio discutindo enfadonhas amenidades como o decote de fulana e o botox da ciclana.
Uma brecha entre a movimentação natural de convidados e por trás de um garçom, uma cena bloqueou o ar dos pulmões de Vivian e fez seu sangue congelar: numa virada de cabelo e com um sorriso que instantaneamente se transformou em olhar de águia, Denise se desvencilhava do mais que afável cumprimento do pai da noiva.
Era um tomara-que-caia Kenzo preto, longo, justo o suficiente para demarcar precisamente os contornos de Denise, porem longe de ser vulgar. Talvez o “freeze” de Vivian tenha colaborado para que todos de sua roda se voltassem para a cena, talvez tenha sido simplesmente o magnetismo natural de Denise.
Sorrindo e cumprimentando com um aceno de cabeça os conhecidos do caminho, Denise vinha direto para a roda de Vivian.
Todas as meninas cumprimentam efusivamente Denise, elogiam seu vestido, seu cabelo, enquanto ela alcança um Blue Label de uma bandeja dando atenção às amigas. Vivian não conseguia mexer um músculo e tentava disfarçar sua paralisia, assim como a gota de suor que incomodamente escorria pelo seu decote.
- E ai Vivi como você esta? Quanto tempo né?
- Pois é, acho que não nos vemos desde a despedida da Paulinha... ...e ai, ainda trabalhando com arquitetura?
- Ainda. O tema é apaixonante e se você tivesse respondido meus e-mails a gente poderia ter falado mais sobre isso...
Antes que Vivian pudesse se desculpar, um amigo em comum puxa Denise pelo braço e lhe da um ruidoso beijo na bochecha.
Denise era muito amiga dos meninos, apesar de toda sua feminilidade, era do tipo que não dispensava uma Seleta com cerveja com os moleques. Discutia sobre futebol, sexo e moda com a mesma desenvoltura usando o mesmo linguajar dos caras, sem perder a classe nem deixar de atrair os desavisados gaviões das outras mesas. Alias, isso era motivo de muitas risadas nas mesas de bar, onde seu esporte favorito era lançar olhares e xavecos por pura diversão.
A festa continuava normalmente e o álcool já começava a agir nos convidados mais afoitos.
Vivian tentava se concentrar nas conversas com as amigas, mas desde que Denise entrara no salão era a única coisa que passava por sua cabeça. Não era desejo propriamente dito, mas alguma força estranha que não deixava que ela desgrudasse seu olhar de Denise.
O radar de Denise era altamente afiado e obviamente captou a tensão de Vivian. Isso foi o suficiente para que ela passasse o resto da festa golpeando a outra com seu olhar mais sacana de onde estivesse no salão. O pior de tudo é que fazia isso sem nenhuma intenção, só pra provocar a amiga ou numa não muito esforçada tentativa de libertar Vivian de seus mais íntimos desejos.
Estranhamente Denise e Joana, sua companheira nas baladas mais hardcore, não sentaram para o jantar e alem disso iam de cindo em cinco minutos ao banheiro.
Vivian, já meio alta e lutando contra um estranho sentimento de ciúmes dessa situação, virou em um só gole sua taça de champagne e seguiu Denise até o banheiro aproveitando que dessa vez Joana estava entretida com seu namorado na pista de dança.
Ao abrir a porta do banheiro, pode ver ainda a barra do vestido preto de Denise entrando em um dos cubículos.
Vivian tremia, mas aquilo tudo era mais forte que ela.
-De, você está ai?
-Quem é? Vivian?
-O que você esta fazendo, posso entrar?
Sem exitar, Denise abre a porta segurando com cuidado a minúscula bolsa Miu-Miu próxima ao corpo como se fosse uma pequena bandeja, com duas pequenas e paralelas linhas de pó branco simetricamente esticadas sobre ela.
Denise, ainda trêmula mas com o cérebro a mil, olha com espanto para a cena e resolve entrar na dança.
-Er.. ...então, imaginei mesmo que você estava nessa função, e...
-Entra logo. Denise puxa Vivian pelo braço e passa a tranca na porta. Pô Vivi, to dando essa pala, é?
-Então, não... ...quer dizer, médio... ...ah, eu to ligada né, De?! Esse casamento ta meio estranho, ai pensei...
-Shhh, silencio, tem gente na cabine do lado. Se você ta afim, vai fundo, mas depois não vem colocar a culpa em mim.
Denise entrega um canudinho feito com uma nota de 10 libras que sobraram de sua ultima viagem a Londres e Vivian, imitando um ato que até hoje só tinha visto no cinema, aspira sua linha de cocaína como uma profissional.
-Quem diria, hein? A santa Vivi...
Vivian esfrega o nariz, já tonta pelo efeito do pó, devolve o canudo improvisado e deixa o corpo pender para trás ate encostar na parede da cabine. Denise põe sua mão embaixo da mão de Vivian para segurar a bolsa, joga o cabelo pro lado para abrir caminho e como se estivesse simplesmente retocando a maquiagem, faz sua vez.
Quando levanta a cabeça, Vivian continuava encostada na parede do banheiro, seu rosto levemente voltado para o teto, um leve sorriso nos lábios e os olhos semi-serrados fixos em Denise.
As duas amigas, que nem tão amigas eram assim, nesse segundo pareciam se conhecer há séculos e com se tivesse acabado de levar um super susto, caem num ataque de riso.
Denise tapa a boca de Vivian pra evitar que o barulho das duas atraísse a atenção de qualquer outra pessoa que estivesse no banheiro e Vivian, comprimindo os lábios, retira a mão de Denise com se estivesse prometendo não fazer mais barulho.
O clima rapidamente se transformou naquele metro quadrado como se toda a festa de repente se resumisse ao cubículo.
A porta do banheiro se abre e como se tudo tivesse sido milimetricamente planejado, os violinos de Bitter Sweet Melody invadem o ar.
Vivian desencosta da parede e com o dedo indicador retira um fio de cabelo da boca de Denise. Automaticamente o joelho de Denise aparece pela fenda do vestido e sem querer encosta na perna de Vivian.
(to be continued...)

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Contos - A duvida de Vivian (parte 2)



O casamento era esperado por todos ha muito tempo. Os noivos, um casal muito querido e a união de suas abastadas famílias só poderia ser comemorada com toda a pompa que a high society paulistana esta habituada.
A maioria dos convidados já havia chegado, muitos estavam sentados em suas mesas, os garçons serviam a terceira ou quarta rodada de champagne e Vivian estava numa rodinha das meninas do colégio discutindo enfadonha amenidade como o decote de fulana e o botox da ciclana.
Uma brecha entre a movimentação natural de convidados e por trás de um garçom, uma cena bloqueou o ar dos pulmões de Vivian e fez seu sangue congelar: numa virada de cabelo e com um sorriso que instantaneamente se transformou em olhar de águia, Denise se desvencilhava do afável cumprimento do pai da noiva.
Era um tomara-que-caia Kenzo preto, longo, justo o suficiente para demarcar precisamente os contornos de Denise, porem longe de ser vulgar. Talvez o “freeze” de Vivian tenha colaborado para que todos de sua roda se voltassem para a cena, talvez tenha sido simplesmente o magnetismo natural de Denise.
Sorrindo e cumprimentando com um aceno de cabeça os conhecidos do caminho, Denise vinha direto para a roda de Vivian.
Todas as meninas cumprimentam efusivamente Denise, elogiam seu vestido, seu cabelo, enquanto ela alcança um Blue Label de uma bandeja dando atenção as amigas. Vivian não conseguia mexer um músculo e tentava disfarçar sua paralisia, assim como a gota de suor que incomodamente escorria pelo seu decote.
- E ai Vivi como você esta? Quanto tempo né?
- Pois é, acho que não nos vemos desde a despedida da Paulinha... ...e ai, ainda trabalhando com arquitetura?
- Pois é, ainda. O tema é apaixonante e se você tivesse respondido meus e-mails a gente poderia ter falado mais sobre isso...
Antes que Vivian pudesse se desculpar, um amigo em comum puxa Denise pelo braço e lhe da um ruidoso beijo na bochecha.
Denise era muito amiga dos meninos, apesar de toda sua feminilidade, era do tipo que não dispensava uma Seleta com cerveja com os moleques. Discutia sobre futebol, sexo e moda com a mesma desenvoltura usando o mesmo linguajar dos caras, sem perder a classe nem deixar de atrair os desavisados gaviões das outras mesas. Alias, isso era motivo de muitas risadas nas mesas de bar, onde seu esporte favorito era lançar olhares e xavecos por pura diversão.
A festa continuava normalmente e o álcool já começava a agir nos convidados mais afoitos.
Vivian tentava se concentrar nas conversas com as amigas, mas desde que Denise entrara no salão era a única coisa que passava por sua cabeça. Não era desejo propriamente dito, mas alguma força estranha que não deixava que ela desgrudasse seu olhar de Denise.
O radar de Denise era altamente afiado e obviamente captou a tensão de Vivian. Isso foi o suficiente para que ela passasse o resto da festa golpeando a outra com seu olhar mais sacana de onde estivesse no salão. O pior de tudo é que fazia isso sem nenhuma intenção, só pra provocar a amiga ou numa não muito esforçada tentativa de libertar Vivian de seus mais íntimos desejos.
Estranhamente Denise e Joana, sua companheira nas baladas mais hardcore, não sentaram para o jantar e alem disso iam de cindo em cinco minutos ao banheiro.
Vivian, já meio alta e lutando contra um estranho sentimento de ciúmes dessa situação, virou em um só gole sua taça de champagne e seguiu Denise até o banheiro aproveitando que dessa vez Joana estava entretida com seu namorado na pista de dança.
Ao abrir a porta do banheiro, pode ver ainda a barra do vestido preto de Denise entrando em um dos cubículos.
Vivian tremia, mas aquilo tudo era mais forte que ela.
-De, você está ai?
-Quem é? Vivian?
-O que você esta fazendo, posso entrar?
Sem exitar, Denise abre a porta segurando com cuidado a minúscula bolsa Miu-Miu próxima ao corpo como se fosse uma pequena bandeja, com duas pequenas e paralelas linhas de pó branco simetricamente esticadas sobre ela.
Denise, ainda trêmula mas com o cérebro a mil, olha com espanto para a cena e resolve entrar na dança.
-Er.. ...então, imaginei mesmo que você estava nessa função, e...
-Entra logo. Denise puxa Vivian pelo braço passa a tranca na porta. Po Vivi, to dando essa pala, é?
-Então, não... ...quer dizer, médio... ...ah, eu to ligada né, De?! Esse casamento ta meio estranho, ai pensei...
-Shhh, silencio, tem gente na cabine do lado. Se você ta afim, vai fundo, mas depois não vem colocar a culpa em mim.
Denise entrega um canudinho feito com uma nota de 10 libras que sobraram de sua ultima viagem a Londres e Vivian, imitando um ato que até hoje só tinha visto no cinema, aspira sua linha de cocaína como uma profissional.
-Quem diria, hein? A santa Vivi...
Vivian esfrega o nariz, já tonta pelo efeito do pó, devolve o canudo improvisado e deixa o corpo pender para trás ate encostar na parede da cabine. Denise põe sua mão embaixo da mão de Vivian para segurar a bolsa, joga o cabelo pro lado para abrir caminho e como se estivesse simplesmente retocando a maquiagem, faz sua vez.
Quando levanta a cabeça, Vivian continuava encostada na parede do banheiro, seu rosto levemente voltado para o teto, um leve sorriso nos lábios e os olhos semi-serrados fixos em Denise.
As duas amigas, que nem tão amigas eram assim, nesse segundo pareciam se conhecer há séculos e com se tivesse acabado de levar um super susto, caem num ataque de riso.
Denise tapa a boca de Vivian pra evitar que o barulho das duas atraísse a atenção de qualquer outra pessoa que estivesse no banheiro e Vivian, comprimindo os lábios, retira a mão de Denise com se estivesse prometendo não fazer mais barulho.
O clima rapidamente se transformou naquele metro quadrado como se toda a festa de repente se resumisse ao cubículo.
A porta do banheiro se abre e como se tudo tivesse sido milimetricamente planejado, os violinos de Bitter Sweet Melody invadem o banheiro.
Vivian desencosta da parede e com o dedo indicador retira um fio de cabelo da Denise. Automaticamente o joelho de Denise aparece pela fenda do vestido e encosta na perna de Vivian.

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Sexta-feira, Junho 06, 2008
 

Newpaper


It may seems awkward, but I really like my new boss...
..he is an old smily sales director.
The only problem is that he smells like newspaper!
hauhuahuah

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